Obrigada ... ( Visualizações )

terça-feira, 28 de março de 2017

Trilhos Ilha da Madeira

Esta pagina contem fotos e mapas sinalizados dos Trilhos da Ilha da Madeira 
 em que poderá ajuda-lo a tomar nota dos locais a visitar ... 
Esta pagina ainda está a ser actualizado



PR5 - VEREDA DAS FUNDURAS


Esta vereda de 8,7 km, com duração de 3 horas, inicia-se no Miradouro da Portela, com uma magnífica vista sobre a costa norte da Madeira, percorrendo a serra de Machico, na vertente sul da ilha. Este trilho tem inicio no miradouro da Portela e fim no sítio dos Maroços, com uma extensão de 8, 7 Km e uma duração de 3h. Deste miradouro o caminhante tem uma vista magnífica sobre as freguesias do Porto da Cruz e do Faial, dominadas pela massa rochosa da Penha d´Águia.
O percurso segue pela estrada florestal da serra das Funduras, só depois entra na vereda pelo interior da floresta Laurissilva, um pouco mais à frente existe a “Casa das Funduras”, que dá apoio às atividades florestais. Aí poderá optar por deslocar-se ao miradouro do Larano onde terá uma bonita vista sobre a baía da cidade de Machico.
Ao longo do percurso podem ser encontradas espécies pertencentes a uma das florestas indígenas da Madeira – Floresta Laurissilva, classificada pela UNESCO como Património Mundial Natural em Dezembro de 1999. Nesta serra encontra-se a melhor área de floresta Laurissilva da vertente Sul da ilha da Madeira, incluída na rede europeia de sítios de importância comunitária-Rede Natura 2000.
Esta floresta natural é muito importante para o equilíbrio ecológico insular, sendo o principal suporte da fauna e flora endémicas. Esta floresta assume grande importância, atendendo ao seu efeito de retenção da água dos nevoeiros (precipitação oculta). O fenómeno é bem visível neste local, onde é frequente a mudança repentina das condições atmosféricas ao longo do dia. As massas de ar vindas de Norte, carregadas de vapor de água, são obrigadas a subir a vertente Norte da serra, formando nevoeiros quando descem a encosta sul. Esta floresta é essencial para a manutenção das nascentes do Concelho de Machico.
Das espécies vegetais destacam-se as da família das Lauráceas: O Loureiro (Laurus novocanariensis), o Til (Ocotea foetens), o Vinhático (Persea indica) e menos frequente o Barbusano (Apollonias barbujana). A estas associam-se outras espécies como o Folhado (Clethra arborea), o Azevinho (Ilex perado ssp. perado), o Pau Branco (Picconia excelsa), o Mocano (Pittosporum coriaceum), o outro Mocano (Visnea mocanera) e o Sanguinho (Rhamnus glandulosa).
No outro lado do vale poderá observar o Santo da Serra, o perfil dos picos mais altos da ilha (Pico Ruivo e Pico do Areeiro) e na linha do horizonte, vislumbra-se as ilhas Desertas.
O trilho termina no núcleo populacional dos Maroços, atravessando os tradicionais poios em socalcos, que caracterizam a paisagem agrícola madeirense.




PR1 - VEREDA DO AREEIRO


Este trilho tem a particularidade de ligar dois dos picos mais altos da ilha da Madeira, o (Pico Ruivo 1861m) e o Pico do Areeiro (1817 m), percorrendo parte da área do Maciço Montanhoso Central, área integrante da Rede Natura 2000. É um percurso de 7 Km (com uma duração de 3h30m) com início no Miradouro do Pico do Areeiro e fim no Pico Ruivo.
Este percurso tem início junto à Pousada do Pico do Areeiro, a escassos metros existe o miradouro do Ninho da Manta, local onde supostamente a ave de rapina com o nome comum de Manta (Buteo buteo), nidificava. Daqui é possível observar o vale da Fajã da Nogueira onde nidificam os Patagarros (Puffinus puffinus), São Roque do Faial e grande parte da Cordilheira Montanhosa Central.
Neste local ocorre a nidificação da espécie endémica Freira da Madeira (Pterodroma madeira), considerada a ave marinha mais ameaçada da Europa.
Para atingir o Pico Ruivo, é contornar o Pico das Torres por uma subida íngreme através de uma escadaria escavada na rocha e posteriormente uma descida. A parte mais difícil deste trilho é a subida final até à Casa de Abrigo do Pico Ruivo.
Ao longo do percurso, são encontradas várias grutas escavadas nos tufos vulcânicos onde o gado se refugiava e que serviam de abrigo aos pastores. São também observadas diversas espécies de aves, das quais se destacam as espécies e subespécies restritas à Macaronésia: o Canário (Serinus canaria), o Corre-caminhos (Anthus berthelotti madeirensis), a Andorinha-da-serra (Apus unicolor) e outras subespécies restritas ao Arquipélago da Madeira, Pardal-da-terra (Petronia petronia madeirensis), Tentilhão (Fringilla coelebs madeirensis) e o Bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis).
Nesta área predomina o urzal de altitude uma das florestas da Madeira e a vegetação de altitude, caracterizando-se pela presença de vários endemismos da Madeira, destacando-se a Urze da Madeira (Erica madeirensis), Violeta da Madeira (Viola paradoxa), Orquídea das rochas (Orchis scopolorum) e a Antilídea (Anthyllis lemanniana).
Chegando à Casa de Abrigo do Pico Ruivo fim deste percurso, encontra-se a vereda com acesso à Achada do Teixeira, dando assim continuidade à caminhada. Neste local existe uma formação rochosa basáltica designada popularmente por “Homem em pé”.


PR1.1 - VEREDA DA ILHA


Ver Mapa no Google 
O trilho de 8,2 km, com duração de 3 horas, inicia-se com uma curta subida até ao cume mais alto da Madeira, o Pico Ruivo, a partir donde se inicia uma longa e quase contínua descida até à freguesia da Ilha.
Este trilho inicia-se na casa de abrigo do Pico Ruivo caracteriza-se por um desnível de 1376 m devendo ser realizado com calma e apreciando a paisagem. Tem uma extensão de 8,2 Km e a duração de 3h, tem início na Casa de Abrigo do Pico Ruivo e fim na freguesia da Ilha.
Depois de subir ao Pico mais alto da ilha seguindo a vereda do Pico Ruivo, desce até à freguesia da ilha. No sítio do Vale da Lapa passará por cima do túnel do Vale da Lapa onde encontra a Levada do Caldeirão Verde que se inicia e retorna ao parque Florestal das Queimadas.
O trilho atravessa dois tipos de ecossistemas que integram a rede europeia de sítios de importância comunitária - Rede Natura 2000: o maciço montanhoso central e a floresta Laurissilva. O primeiro, desde os picos mais altos até aos 1200m de altitude, caracteriza-se pela vegetação herbácea e arbustiva bem adaptadas às grandes variações de temperatura, fortes chuvadas e ventos intensos. Aqui poderemos encontrar exemplares vegetais centenários de Urze das vassouras (Erica platycodon subsp. maderincola), antigamente muito explorados para a produção de carvão vegetal.
À medida que se desce em altitude encontramos uma das florestas indígenas da Madeira – Floresta Laurissilva, localizada na zona de nevoeiros, entre os 1200 e os 400m de altitude. Esta floresta adquire especial importância porque a água dos nevoeiros condensa-se nas folhas das plantas e quando chega ao solo, recarrega as nascentes e as ribeiras.
É ainda provável que aviste o Bisbis (Regulus ignicapus madeirensis), mais pequeno dos pássaros que povoa a Madeira e também o curioso Tentilhão (Fringilla coelebs) que facilmente se aproxima dos caminhantes. Com alguma atenção, poderá avistar o Pombo trocaz (Columba trocaz trocaz), a atravessar os vales mais profundos, onde predomina a floresta Laurissilva.
Sem dificuldades chega ao sítio da Ilha, que ascendeu a freguesia em 1989, pertencendo ao Concelho de Santana. Abrange uma área de 1500 hectares, limitados pelas freguesias de S. Jorge, de Santana e pela divisão dos concelhos de Câmara de Lobos e Santana, estabelecida no cume do Pico Ruivo.
Com uma economia baseada na agricultura, a sua dinâmica social é caracterizada por grandes fluxos de emigração, que ainda actualmente se faz sentir. As terras da freguesia da Ilha outrora foram terras de sesmaria na Encosta Norte, distribuídas aos colonos. O nome de Ilha deve-se a Jorge Pinto que estabeleceu um morgadio em 1556, abrangendo uma pequena área em Santana e outra área maior em S. Jorge, ficando conhecidas por “morgadio da Ilha”.
Seguindo pela estrada é encontrado um pequeno aglomerado populacional, de nome Achada do Marques, caracterizado pelos tradicionais “poios” (campos agrícolas em socalcos) e antigos palheiros.


PR1.2 - VEREDA DO PICO RUIVO

Um percurso de 2,8 Km, com duração de hora e meia, que permite aceder ao cume mais alto da Madeira, o Pico Ruivo. O trilho sobe ao longo do “lombo”, que separa as encostas do Faial das de Santana.
Este trilho sobe até ao pico mais alto da ilha da Madeira, o Pico Ruivo (1861m). Com início e fim na Achada do Teixeira tem uma extensão de 2,8 Km (+ 2,8 Km de regresso) com uma duração de 1h 30 (ida e regresso). Junto à casa de abrigo do Pico Ruivo terá acesso a outros 3 trilhos que levam a diferentes pontos da ilha: Vereda do Pico Areeiro, Vereda da Encumeada e Vereda da Ilha. Na Achada do Teixeira pode ainda visitar o “ Homem em pé”, formação rochosa basáltica que se encontra depois de passar pela frente da casa de abrigo da Achada do Teixeira.
Ao longo da subida são encontrados vários abrigos, pois aqui a variação climática é brusca, sendo frequente a área, ficar mergulhada num mar de nuvens ou acima delas.
Esta área integra a rede europeia de sítios de importância comunitária-Rede Natura 2000- com o nome de maciço montanhoso central, abrangendo os picos mais altos e as cotas de 1200 m de altitude. Caracteriza-se pela vegetação herbácea e arbustiva bem adaptadas às grandes variações de temperatura, fortes chuvadas e ventos intensos onde predominam as urzes (Urze das vassouras -Erica platycodon subsp. maderincola e Urze Molar -Erica arborea), antigamente muito exploradas para a produção de carvão vegetal.
O trilho sobe ao longo do “lombo”, que separa as encostas do Faial das de Santana, pelo que proporciona do lado esquerdo magníficas paisagens sobre o vale da Ribeira Seca, encimada pelo Pico das Torres, e ao fundo o Pico do Areeiro.
Do lado direito temos as “empenas” da serra de Santana, onde se pode observar ao longe o Parque Florestal das Queimadas e um pouco mais à frente a Achada do Marques (pequeno aglomerado populacional caracterizado pelos seus palheiros e campos agrícolas) que surge no meio do vale da Ribeira dos Arcos. Para o interior existe o vale da Ribeira Grande que se inicia nas “bocas” do Caldeirão Verde e do Caldeirão do Inferno.
Em dias de boa visibilidade para Este pode-se avistar a formação rochosa da Penha D´Águia, a Serra das Funduras e a Ponta de S. Lourenço (extremo Este da Ilha da Madeira).


PR 2 - VEREDA DO URZAL


O trilho de 10,6 km, com duração de 4:30 horas, inicia-se na Fajã dos Cardos, no Curral das Freiras, e percorre um antigo caminho que liga a costa sul e a costa norte da ilha da Madeira, terminando na Boaventura.
O trilho é sempre a subir até atingirmos a Boca das Torrinhas, sendo que a partir daqui faz-se sempre a descer até ao Lombo do Urzal, na freguesia da Boaventura.
Possibilidade de aceder ao Pico Ruivo é proporcionada a partir da ligação existente, ao percurso PR1.3 Vereda da Encumeada, na bifurcação na Boca das Torrinhas.
O cenário na Boca das Torrinhas é admirável, quer pelo contraste entre o cume dos picos que rodeiam o Curral das Freiras, destacando-se o mais alto da ilha, Pico Ruivo (1862m), quer pela própria panorâmica do vale do Curral das Freiras.
A presença de vegetação exótica no inicio do percurso antecede uma luxuriante área de vegetação natural, tanto de altitude como de floresta Laurissilva- classificada de Património Mundial Natural pela UNESCO, desde Dezembro de 1999.


PR1.3 - VEREDA DA ENCUMEADA


Este percurso de 11,2 Km, com duração de 6 horas, tem início nas proximidades do Pico Ruivo e ruma a ocidente ao longo da cordilheira central até à Encumeada, com vistas sobre escarpas vulcânicas e envolvida pela Laurissilva.
Este trilho percorre a vereda do Pico Ruivo, desde a Achada do Teixeira até à Casa de Abrigo do Pico Ruivo. Tem início na Casa de Abrigo do Pico Ruivo com uma extensão de 11,2 Km e uma duração de 6h. Aqui encontrará a sinalização referente aos seguintes percursos: PR 1 - Vereda do Pico do Areeiro em direção ao 2º pico mais alto da Madeira (1817 m), PR 1.1 – Vereda da Ilha que desce até à freguesia da Ilha .
Este percurso caracteriza-se por frequentes subidas e descidas em altitudes entre os 1800m e os 1000 metros em direção à Encumeada. Oferece paisagens de extrema beleza permitindo aos caminhantes atravessar dois tipos de ecossistemas incluídos na Rede Europeia de Sítios de Interesse Comunitário - Rede Natura 2000, sendo estes o Maciço Montanhoso Central e a Floresta Laurissilva.
Ao longo do trilho, é possível transitar do escarpado vulcânico da ilha característico dos andares fito climáticos superiores a 1400 m (do urzal de altitude) até aos envolventes cenários cobertos de espécies da floresta Laurissilva como o Til (Ocotea foetens), o Loureiro (Laurus novocanariensis), o Folhado (Clethra arborea), o Sanguinho (Rhamnus glandulosa), o Massaroco (Echium candicans), a Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa) e a Estreleira (Argyranthemum pinnatifidum).
No percurso são encontradas várias furnas escavadas nas rochas como a Furna da Lapa da Cadela, onde antigamente se abrigavam os homens que por aqui passavam com a principal missão de cortar urzes (Urze das vassouras – Erica platycodon subsp. maderincola e Urze Molar – Erica arborea) para estacaria, lenha ou para produção de carvão vegetal.
Com a proximidade da Encumeada a sensação de estar no centro da ilha aumenta, pois pode contemplar a paisagem panorâmica sobre os majestosos vales do Curral das Freiras, as paisagens a Sul (Serra D´Água) como os vales de São Vicente a norte.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Olá
Não esquecer de clicar em Notificar-me para poder receber as respostas e comentários .